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Flotilha. Espanha vai oferecer "toda a proteção diplomática"

Flotilha. Espanha vai oferecer "toda a proteção diplomática"

O porto de Barcelona está a ultimar os preparativos para que a flotilha humanitária “Global Sumud” zarpe este domingo. As autoridades catalãs ativaram um dispositivo especial de segurança na cidade antes de mais 50 embarcações com centenas de pessoas — entre as quais a deputada Mariana Mortágua e a ativista sueca Greta Thunberg — partirem rumo à Faixa de Gaza, avança o jornal Crónica Global.

As autoridades espanholas reconhecem que o porto de Barcelona será o epicentro da solidariedade ao movimento palestiniano e estão a preparar-se para todos os cenários. O objetivo é que, durante este fim de semana, tudo corra com “normalidade, sem incidentes e com o menor impacto possível no resto das operações do porto e da cidade”.

A polícia marítima e os Mossos d’Esquadra (polícia regional da Catalunha) têm um dispositivo montado por terra, mar e ar — numa segurança que promete ser a 360 graus, garantindo que a flotilha parta com segurança e mantendo a normalidade de Barcelona. Para além das embarcações partirem este domingo, o fim de semana está a ser marcado por vários eventos culturais em solidariedade com o povo palestiniano em redor do porto catalão.

Antes das mais de 50 embarcações partirem este domingo rumo à Faixa de Gaza, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, já garantiu que Espanha vai oferecer “toda a proteção diplomática e consular” a essa frota. A diplomacia do país, assegurou o governante, não vai “permitir nenhuma atuação que viole a legalidade internacional” no que toca à flotilha.

Governo avisa Mortágua: Estado não tem “responsabilidade jurídica” de proteger flotilha que vai para Gaza

“Noutras ocasiões, com outras flotilha que houve, temos estado em contacto para o caso de qualquer incidente e concedemos toda a nossa proteção diplomática e proteção consular. Neste caso, vai ser exatamente igual”, disse José Manuel Albares, numa entrevista concedida este sábado à rádio catalã, RAC1.

Caso haja detenções na chegada a Gaza, detalha o ministro, Espanha colocará em disposição as “embaixadas espanholas mais próximas”. À de Telavive será mesmo pedido que prepare os “mecanismos de proteção”. Por agora, José Manuel Albares adiantou que ninguém do governo de Israel contactou os diplomatas espanhóis sobre a flotilha.

O ministro espera, no entanto, que não haja mais “flotilhas” e que sejam abertos todos os “passos terrestres” para que entre ajuda humanitária em Gaza. Ainda assim, o líder da diplomacia espanhola compreendeu a solidariedade demonstrada por aqueles que decidem ir na flotilha perante o que diz ser a “insuportável” situação que se vive na Faixa de Gaza.

O presidente da Generalitat, Salvador Illa, também elogiou todos os tripulantes da flotilha. O governante socialista sublinhou que o facto de partir do porto de Barcelona “diz muito sobre a sociedade catalã” e pediu que a União Europeia tome medidas mais drásticas contra Israel. “Tem-se assistido de uma forma muito dramática ao genocídio que estamos a viver em Gaza. A União Europeia está a ser incapaz de projetar os seus valores fundamentais”, defendeu.

Este sábado, foi conhecido que a antiga autarca de Barcelona, Ada Colau, participará na flotilha humanitária. Ao mesmo tempo, um vereador do partido Esquerda Republicana da Catalunha em Barcelona será um dos capitães de uma das embarcações.

Em Portugal, a deputada única do Bloco de Esquerda pediu a proteção diplomática ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. “Entendemos que esta é uma missão legal e ao abrigo do direito internacional, e entendemos que o Governo português […] tem a obrigação moral, mas também legal, de usar todos os esforços e todos os instrumentos para garantir que estes barcos chegam em segurança e conseguem entregar ajuda humanitária em Gaza”, defendeu Mariana Mortágua.

Médio Oriente. Mortágua diz que Governo tem obrigação de garantir segurança de Flotilha Humanitária

No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, em resposta ao Observador, assegurou que não tem “responsabilidade jurídica” e lembrou que “a participação na Global Sumud Flotilha consubstancia uma iniciativa autónoma da sociedade civil, que não tem qualquer vínculo ou vinculação ao Estado português”. “Importa lembrar que à luz do direito internacional, não existe uma responsabilidade jurídica por parte do Estado português de proteção do navio ou dos seus tripulantes.”

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